Manaus: 2 recordes de calor em 48h e só 1% da chuva esperada

Manaus quebrou duas vezes em 48 horas o recorde de calor de 2026. Depois de marcar 35,4°C no domingo (9), a capital amazonense atingiu 36,1°C na segunda-feira (10), segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), conforme o G1.

O calor extremo vem acompanhado de seca: nos primeiros 10 dias de agosto, choveu apenas 3,5 milímetros na cidade — cerca de 1% da média histórica esperada para o período. O cenário é atribuído à influência do El Niño.

Dois recordes em dois dias

DiaMáxima registradaMarca
Domingo (9/8)35,4°C às 14hDia mais quente de 2026 até então
Segunda (10/8)36,1°C2º recorde consecutivo no ano

As noites também não dão trégua. Na semana passada, Manaus registrou madrugada de 27,5°C, temperatura mínima acima da média anual histórica, de 27,4°C, segundo o Vocativo.

Chuva de apenas 1% da média

O volume de 3,5 mm acumulado até 10 de agosto representa cerca de 1% da média histórica para os primeiros dez dias do mês, de acordo com o G1. A combinação de calor e baixa umidade é típica de verões amazônicos sob El Niño.

O fenômeno, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico, tem 80% de probabilidade de se confirmar no segundo semestre, segundo a InfoAmazonia. Em 2023 e 2024, o El Niño provocou secas históricas nos rios da região.

Calor recorde e granizo no mesmo dia

Enquanto a capital batia recorde de calor, o interior do estado viveu o extremo oposto: Manicoré registrou chuva de granizo na mesma segunda-feira. Segundo o G1, o calor e a umidade favoreceram a formação das pedras de gelo — um contraste que ilustra a instabilidade do clima sob o El Niño.

O que esperar dos próximos meses

A tendência é de verão severo no Amazonas entre agosto e outubro, com temperaturas elevadas, chuvas abaixo da média e aceleração da vazante dos rios — o mesmo padrão que marcou as secas recentes na região.

  • Calor: máximas acima de 35°C devem se repetir nas próximas semanas
  • Chuva: volumes seguem abaixo da média enquanto o El Niño se estabelece
  • Rios: vazante tende a acelerar, com impacto em navegação e abastecimento
  • Saúde: baixa umidade aumenta riscos de desidratação e problemas respiratórios

Como se proteger no calor extremo

  • Beba água ao longo do dia, mesmo sem sentir sede
  • Evite exposição ao sol entre 10h e 16h
  • Use roupas leves, chapéu e protetor solar
  • Redobre a atenção com crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias
  • Em ambientes fechados, prefira locais ventilados e evite atividade física intensa no pico do calor

Em caso de mal-estar por calor — tontura, dor de cabeça ou desidratação —, a orientação é procurar uma unidade de saúde. A Defesa Civil e o Inmet mantêm canais de alerta para ondas de calor e baixa umidade.

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