Brasília — Um ciclone extratropical se formou na costa do Sul do Brasil na madrugada desta quinta-feira, 30 de julho de 2026, e deixa cinco estados em alerta para temporais, ventos intensos e risco de alagamentos. O sistema meteorológico, originado de uma área de baixa pressão entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai, avança em direção ao alto-mar, mas a frente fria associada continua provocando instabilidade sobre o continente.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o ciclone não passa diretamente sobre o território brasileiro, mas a frente fria que o acompanha espalha nuvens carregadas sobre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais. O alerta laranja de tempestade — o segundo mais grave da escala do órgão — permanece válido para diversas regiões até a noite desta quinta-feira.
O que já aconteceu nas últimas 24 horas

Nas últimas 24 horas, o Rio Grande do Sul registrou os impactos mais severos. Em Santa Cruz do Sul, o rio Pardinho subiu cerca de 3 metros em menos de duas horas e ultrapassou a cota de inundação — que é de 7,20 metros — por volta das 15 horas de quarta-feira, atingindo 7,34 metros. A Defesa Civil do município acionou plano de evacuação para áreas ribeirinhas.
Rios como o Taquari, o Jacuí e o Caí seguem com níveis elevados devido às chuvas acumuladas desde o fim de semana. O solo encharcado aumenta o risco de novos transbordamentos, mesmo com volumes menores de precipitação.
Previsão para hoje e os próximos dias
| Região | Previsão (30/07) | Risco |
|---|---|---|
| Rio Grande do Sul | Chuva moderada a forte, ventos de 50-70 km/h | Alto — alagamentos e cheias |
| Santa Catarina | Pancadas isoladas, predomínio de sol no oeste | Moderado — ventania no litoral |
| Paraná | Chuva fraca no leste, tempo firme no centro-oeste | Baixo a moderado |
| São Paulo | Nebulosidade, chuva isolada no litoral | Baixo |
| Minas Gerais | Pancadas isoladas no sul e Triângulo Mineiro | Moderado |
Na quinta-feira, 30 de julho, o ciclone extratropical avança para o alto-mar. Uma massa de ar frio de origem polar ganha força e traz alívio temporário, reduzindo a condição para chuva no Sul. A temperatura máxima em Porto Alegre deve ficar em torno de 19°C, reflexo da nebulosidade persistente.
Já na sexta-feira, 31 de julho, uma nova frente fria se aproxima do Rio Grande do Sul. O Inmet prevê temporais isolados entre a tarde e a noite, com rajadas entre 50 e 70 km/h. No sábado, 1º de agosto, o sistema se intensifica e pode provocar ventos de 60 a 80 km/h, chuva volumosa, raios e queda de granizo no Oeste, Campanha e Centro do estado.
Por que o ciclone preocupa?
Ciclones extratropicais são comuns no inverno no Sul do Brasil, mas a frequência elevada em 2026 chama atenção. Este é pelo menos o quarto sistema desse tipo a afetar a região desde janeiro. A combinação de solo saturado, rios cheios e novas precipitações eleva o risco hidrológico, mesmo quando a chuva não é tão intensa.
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, por meio da Defesa Civil, mantém equipes em prontidão nos municípios mais vulneráveis. A orientação é evitar áreas de encosta, não atravessar alagamentos e acompanhar os boletins oficiais do Inmet e dos órgãos locais.
Como se proteger
- Acompanhe os alertas do Inmet e da Defesa Civil do seu município.
- Evite atravessar ruas alagadas ou áreas próximas a rios e córregos.
- Não se abrigue debaixo de árvores durante tempestades com ventania.
- Desligue aparelhos eletrônicos durante raios intensos.
- Mantenha lanternas e rádio a pilha em caso de queda de energia.
A situação será monitorada de forma contínua. Atualizações serão publicadas conforme novos boletins oficiais forem emitidos.


