Brasília — O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) monitora a formação de um ciclone bomba no Atlântico Sul nesta quinta-feira, 6 de agosto de 2026. O fenômeno, também chamado de ciclogênese explosiva ou bombogênese, deve provocar temporais severas, granizo e ventos intensos no Sul e Sudeste do Brasil entre hoje e sábado.
Em São Paulo, a Defesa Civil estadual instalou um gabinete de crise nesta quinta-feira, 6 de agosto de 2026, para monitorar a evolução do sistema em tempo real. O órgão emitiu alerta laranja para hoje, com rajadas de até 60 km/h a partir das 14h. Para sexta-feira (7) e sábado (8), o alerta sobe para vermelho, com ventos que podem atingir 100 km/h no litoral, na faixa leste e nas regiões de serra, segundo informações da Defesa Civil divulgadas em 5 de agosto de 2026.
Como se forma o ciclone bomba
De acordo com o INMET, o ciclone começou a se organizar na manhã desta quinta-feira, 6 de agosto de 2026, a partir de um cavado de baixa pressão sobre o norte da Argentina e o Paraguai. O sistema evoluiu para um centro de baixa pressão entre o Uruguai e o litoral do Rio Grande do Sul.
A previsão do modelo COSMO do INMET, divulgada em 4 de agosto de 2026, indica que a pressão central do ciclone pode cair de aproximadamente 967 hPa na sexta-feira, 7 de agosto, para cerca de 941 hPa no sábado, 8 de agosto. A redução de 26 hPa em 24 horas é o critério técnico que caracteriza a bombogênese, segundo o INMET.
| Data | Alerta em SP | Ventos previstos | Regiões mais atingidas |
|---|---|---|---|
| 6/08 (qui) | Laranja | Até 60 km/h | Todo o estado |
| 7/08 (sex) | Vermelho | Até 100 km/h | Litoral, serra, faixa leste |
| 8/08 (sáb) | Vermelho | Até 100 km/h | Litoral, serra, faixa leste |
| 9/08 (dom) | Amarelo | Rajadas moderadas | Deslocamento para o Rio de Janeiro |
Quais estados estão em alerta
O INMET mantém aviso laranja de perigo para tempestades para o sul de Mato Grosso do Sul, oeste e sul do Paraná, Santa Catarina e todo o Rio Grande do Sul em 6 de agosto de 2026. O alerta amarelo de perigo potencial abrange as demais áreas do Sul, o centro e sul de Mato Grosso do Sul e a divisa entre São Paulo e Paraná.
As rajadas mais intensas devem ocorrer sobre o Oceano Atlântico, onde podem superar 100 km/h próximo ao centro do ciclone, segundo previsão do INMET divulgada em 4 de agosto de 2026. Na faixa costeira do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, também são esperadas rajadas superiores a 60 km/h entre 6 e 8 de agosto.
Riscos e orientações
A Defesa Civil de São Paulo alerta que a ventania pode provocar queda de árvores, destelhamento, queda de energia, queda de placas e outdoors, desabamento de estruturas, dificuldades de tráfego, impactos em aeroportos e agitação marítima. As chuvas também podem causar alagamentos, enxurradas, deslizamentos de terra e transbordamento de córregos.
Queda de temperatura após a passagem
Após o afastamento do ciclone para o oceano, uma massa de ar frio deve avançar sobre o Centro-Sul do Brasil. O INMET prevê queda acentuada das temperaturas em áreas do Centro-Oeste e Sudeste nos dias seguintes, com possibilidade de geada em áreas mais altas do Sul.
O INMET recomenda que a população acompanhe as atualizações dos avisos meteorológicos, pois a intensidade e a trajetória do sistema poderão sofrer ajustes conforme novas rodadas dos modelos numéricos sejam incorporadas.



