Operação Fariseus: investigada posa com fuzil dourado em área do CV no Rio

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Fotos e vídeos apreendidos pela Polícia Civil de Mato Grosso mostram Rhavenna Almeida, uma das investigadas na Operação Fariseus, ao lado de integrantes do Comando Vermelho em comunidades do Rio de Janeiro e segurando um fuzil de acabamento dourado.

O material foi encontrado em aparelhos eletrônicos recolhidos durante a operação deflagrada nesta quinta-feira, 16 de julho de 2026. A ação foi conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

Segundo a investigação, os registros reforçam a suspeita de que Rhavenna mantinha uma ligação com a facção criminosa que ultrapassava a atividade religiosa apresentada pelos envolvidos.

A reportagem do Metrópoles mostra imagens em que a investigada aparece em áreas controladas pelo Comando Vermelho e próxima de homens armados.

Rhavenna é apontada pela polícia como namorada do criminoso foragido Jonas Souza Gonçalvez Júnior, conhecido como “Batman”. Ele é citado na investigação como integrante do Comando Vermelho e está foragido da Justiça desde 2024.

A polícia afirma que a jovem utilizava o projeto Equipe Evangelismo Resgatando Vidas, vinculado à igreja onde seus pais atuam como pastores, para manter contato com integrantes da facção, entre eles presos e foragidos.

A suspeita é de que, além dessa aproximação, Rhavenna também prestasse apoio à comunicação e à logística da organização criminosa.

Os investigadores identificaram ainda viagens frequentes da jovem ao Rio de Janeiro. Durante essas visitas, ela teria permanecido em comunidades dominadas pelo Comando Vermelho.

Em uma das ocasiões, segundo a apuração, Rhavenna teria visitado o imóvel utilizado por “Batman”. Fotos reunidas pela polícia também mostram a investigada perto de armas, rádios comunicadores e pessoas apontadas como integrantes da facção.

Outro elemento analisado são registros de videochamadas entre Rhavenna e lideranças criminosas foragidas. Em um dos vídeos, um homem apontado como conselheiro do CV participa da conversa enquanto outro integrante aparece efetuando disparos de fuzil em uma comunidade carioca.

Operação Fariseus

A Operação Fariseus foi deflagrada na manhã desta quinta-feira para investigar uma família suspeita de utilizar um projeto religioso como fachada para prestar apoio ao Comando Vermelho.

De acordo com a Polícia Civil de Mato Grosso, os investigados aproveitavam o acesso a unidades prisionais por meio de atividades missionárias para manter contato com presos da facção.

A investigação afirma que o grupo transmitia recados, intermediava contatos entre criminosos e familiares, movimentava dinheiro e oferecia suporte logístico à organização criminosa.

Durante a operação, foi cumprido um mandado de prisão preventiva, além de mandados de busca e apreensão. A Justiça também autorizou a quebra dos sigilos telefônico, telemático e bancário dos investigados.

Os envolvidos foram proibidos temporariamente de entrar em presídios por meio de projetos religiosos. Os aparelhos recolhidos durante as buscas serão submetidos a novas análises.

Além da suspeita de apoio ao Comando Vermelho, a polícia também apura um possível esquema de lavagem de dinheiro.

Conforme a corporação, valores atribuídos à facção teriam sido movimentados em contas bancárias de familiares e terceiros para dificultar a identificação da origem dos recursos.

Parte do dinheiro teria sido usada para pagar viagens, adquirir veículos e custear procedimentos estéticos.

Os investigados poderão responder, conforme a participação individual identificada no inquérito, pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

Investigação em andamento: as informações apresentadas são suspeitas levantadas pela Polícia Civil. As responsabilidades ainda serão individualizadas e não há condenação definitiva no caso.

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