Ciclone, furacão e tufão: qual é a diferença?

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Ciclone, furacão e tufão não são três fenômenos completamente diferentes. Furacão e tufão são nomes regionais dados a ciclones tropicais intensos, enquanto “ciclone” é um termo mais amplo, usado tanto para esses sistemas quanto para outros tipos de baixa pressão, como os ciclones extratropicais e subtropicais.

A diferença principal entre furacão e tufão está no oceano onde a tempestade ocorre. Um sistema intenso recebe o nome de furacão no Atlântico Norte e no nordeste do Pacífico; no noroeste do Pacífico, é chamado de tufão. Em partes do oceano Índico e do Pacífico Sul, mantém-se a expressão ciclone tropical.

O que é um ciclone?

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Fonte: Enatc

Na meteorologia, ciclone é uma circulação atmosférica organizada ao redor de uma região de baixa pressão. Os ventos giram em torno do centro no sentido anti-horário no Hemisfério Norte e horário no Hemisfério Sul.

O termo pode indicar sistemas com estruturas e fontes de energia diferentes. Existem ciclones tropicais, que se desenvolvem principalmente sobre oceanos quentes; extratropicais, ligados ao contraste entre massas de ar e a frentes; e subtropicais, que combinam características dos dois grupos.

Por isso, a afirmação “todo ciclone é um furacão” está errada. Furacão é apenas uma classificação regional aplicada a um ciclone tropical que alcançou determinada intensidade. Um ciclone extratropical pode produzir ventos muito fortes sem se transformar em furacão.

O que é um ciclone tropical?

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furacão Catarina, um ciclone tropical do Atlântico Sul raro visto da Estação Espacial Internacional (EEI) em 26 de março de 2004.

Um ciclone tropical é um sistema de baixa pressão, sem frentes ligadas ao centro, que se desenvolve sobre águas tropicais ou subtropicais e apresenta tempestades organizadas. A definição da Organização Meteorológica Mundial destaca que esses sistemas podem variar muito em tamanho, velocidade de deslocamento e intensidade.

Sua fonte de energia está principalmente no calor e na umidade do oceano. O ar quente e úmido sobe, resfria e forma nuvens. A condensação libera calor na atmosfera, ajudando a sustentar os movimentos ascendentes e a circulação.

Para manter essa organização, o sistema precisa permanecer sobre condições favoráveis. Ao avançar sobre terra, águas mais frias ou uma região com forte mudança do vento entre diferentes altitudes, tende a perder força ou modificar sua estrutura.

Quando um ciclone tropical vira furacão?

O desenvolvimento costuma passar por estágios. Uma circulação inicial pode ser classificada como depressão tropical. Quando os ventos sustentados aumentam, o sistema passa à categoria de tempestade tropical e normalmente recebe um nome.

Na área acompanhada pelo National Hurricane Center, o sistema passa a ser chamado de furacão quando alcança ventos sustentados de pelo menos 64 nós, equivalentes a cerca de 119 quilômetros por hora. O valor é medido com média de um minuto, padrão operacional utilizado pelos Estados Unidos.

Esse detalhe é importante porque os centros meteorológicos não empregam necessariamente o mesmo período de média do vento. A Agência Meteorológica do Japão, por exemplo, divulga velocidades sustentadas calculadas em dez minutos. Assim, números publicados por instituições diferentes não devem ser comparados sem verificar o método de medição.

Qual é a diferença entre furacão e tufão?

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Fonte: Geografia Online

Furacão e tufão são o mesmo tipo geral de fenômeno: um ciclone tropical intenso. A diferença está na região de ocorrência.

  • Furacão: nome usado no Atlântico Norte, no nordeste do Pacífico e no Pacífico Central;
  • Tufão: denominação usada no noroeste do Pacífico, região que inclui áreas próximas ao Japão, Filipinas, Taiwan e costa leste da Ásia;
  • Ciclone tropical: expressão usada de forma geral e mantida em regiões como o oceano Índico e o Pacífico Sul.

A mudança de palavra não altera o mecanismo físico da tempestade. Um tufão não é automaticamente mais forte do que um furacão, e um furacão não possui estrutura especial que o diferencie de um tufão com intensidade equivalente.

Por que existem nomes diferentes para o mesmo fenômeno?

A meteorologia foi organizada em diferentes bacias oceânicas, cada uma acompanhada por centros regionais e serviços nacionais. As palavras utilizadas surgiram em contextos históricos e linguísticos distintos e foram incorporadas aos sistemas de aviso de cada região.

A NOAA resume a distribuição ao explicar que tempestades semelhantes recebem nomes regionais: tufões no noroeste do Pacífico e ciclones no oceano Índico e no Pacífico Sul.

Essas diferenças também aparecem nas categorias. A Austrália utiliza uma escala própria de ciclones tropicais, enquanto o Atlântico Norte adota a escala Saffir-Simpson para furacões. O oceano Índico possui denominações como tempestade ciclônica severa e tempestade superciclônica.

Portanto, comparar apenas o número da categoria pode gerar erro. Um ciclone de categoria 3 na escala australiana não deve ser automaticamente tratado como idêntico a um furacão de categoria 3 na escala Saffir-Simpson. É necessário observar a velocidade do vento, o período de média e a escala empregada.

Um furacão pode virar tufão?

Em teoria, um mesmo ciclone tropical pode atravessar o limite entre duas bacias e passar a ser descrito por outra terminologia operacional. Isso pode ocorrer perto da Linha Internacional de Data, no Pacífico.

O fenômeno não se desfaz e volta a nascer apenas porque cruzou uma linha geográfica. O que muda é o centro responsável pelo acompanhamento e o termo usado na região. O nome próprio atribuído ao sistema normalmente é mantido para evitar confusão, embora sua classificação possa ser atualizada conforme as regras do novo centro.

No noroeste do Pacífico, o centro especializado de Tóquio utiliza a lista regional de nomes de ciclones tropicais adotada pelo Comitê de Tufões da Organização Meteorológica Mundial e da comissão econômica regional das Nações Unidas.

Todo ciclone tropical possui um nome?

Não. Uma perturbação ou depressão tropical pode ser monitorada antes de alcançar a intensidade necessária para receber um nome. O momento da nomeação varia conforme as regras da bacia, mas normalmente ocorre quando o sistema atinge força de tempestade tropical.

As listas são definidas por comitês regionais. A organização internacional dos nomes busca facilitar a comunicação de previsões, alertas, preparação e resposta a desastres.

Os nomes não representam uma homenagem a uma pessoa específica. Quando uma tempestade causa impactos especialmente graves, seu nome pode ser retirado da lista para evitar que seja reutilizado e provoque confusão ou insensibilidade em registros futuros.

Furacão e tufão possuem sempre um olho?

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Cross section of a typical hurricane.

Não. O olho é mais comum em ciclones tropicais intensos e bem organizados, mas pode não estar visível em sistemas mais fracos, durante fases de intensificação ou quando a estrutura está sendo alterada.

Em uma tempestade madura, a estrutura inclui olho, parede do olho e bandas de chuva. O olho tende a apresentar condições relativamente mais calmas, enquanto a parede ao redor concentra tempestades profundas e alguns dos ventos mais fortes.

A aparência de uma abertura entre nuvens em uma imagem de satélite não confirma sozinha a existência de um olho. Meteorologistas analisam temperatura das nuvens, circulação, pressão, vento e persistência da estrutura.

As categorias medem todos os riscos?

Não. A categoria de um furacão é baseada principalmente no vento máximo sustentado. Ela não representa diretamente a quantidade de chuva, o tamanho da tempestade, a altura das ondas ou a inundação costeira.

Um ciclone tropical de categoria menor pode provocar uma inundação grave caso se desloque lentamente ou leve muita umidade para uma área vulnerável. Da mesma forma, um sistema intenso pode causar impactos muito além da linha prevista para o centro.

O National Hurricane Center alerta que os efeitos podem se estender por centenas de quilômetros. O cone de trajetória mostra a incerteza sobre a posição futura do centro, e não o tamanho total da tempestade nem toda a área que poderá receber vento, chuva ou maré de tempestade.

Quais são os principais perigos?

Furacões, tufões e outros ciclones tropicais podem combinar diferentes ameaças:

  • ventos destrutivos: danificam construções, árvores e redes elétricas;
  • chuva extrema: pode provocar alagamentos, inundações e deslizamentos;
  • maré de tempestade: empurra água do mar sobre áreas costeiras;
  • ondas elevadas: ameaçam embarcações, portos e comunidades litorâneas;
  • tornados: podem se formar em algumas bandas de tempestade;
  • interrupções prolongadas: afetam energia, água, transporte e comunicação.

A intensidade do vento é apenas parte da avaliação. O risco de chuva e maré de tempestade pode ser severo mesmo quando não acompanha diretamente o número da categoria.

Existem furacões e tufões no Brasil?

O Brasil não fica na região chamada de tufões, pois essa denominação pertence ao noroeste do Pacífico. Também não está na bacia do Atlântico Norte, onde os sistemas intensos são chamados de furacões.

No Atlântico Sul, o termo mais adequado é ciclone tropical. Entretanto, o caso Catarina, que atingiu o Sul do Brasil em março de 2004, ficou amplamente conhecido como Furacão Catarina devido à sua estrutura e intensidade compatíveis com um furacão.

O episódio foi excepcional. O Atlântico Sul costuma apresentar condições menos favoráveis à formação de ciclones tropicais intensos do que outras bacias, embora sistemas subtropicais e, raramente, tropicais possam se desenvolver.

Ciclone tropical é a mesma coisa que ciclone extratropical?

Não. O ciclone tropical se forma sobre águas quentes, possui núcleo quente e não apresenta frentes conectadas ao centro durante sua fase tropical. O extratropical retira energia principalmente do contraste entre massas de ar e costuma estar associado a frentes frias e quentes.

Um sistema pode passar por transição. Um furacão que avança para latitudes mais altas pode perder sua estrutura tropical e tornar-se pós-tropical ou extratropical. Mesmo depois da mudança, ainda pode causar vento, chuva e ondas perigosas.

Como interpretar corretamente os termos nas notícias?

Antes de comparar uma tempestade, observe quatro informações:

  1. se o sistema é tropical, subtropical ou extratropical;
  2. em qual bacia oceânica está localizado;
  3. qual centro meteorológico emitiu a classificação;
  4. qual método foi usado para calcular o vento sustentado.

Também é importante separar a classificação do impacto. “Tufão”, “furacão” e “ciclone tropical” indicam a natureza e a região do sistema, mas não informam sozinhos quanto choverá, quais cidades serão atingidas ou qual será a extensão das inundações.

O que é essencial lembrar?

Furacão e tufão são nomes regionais para ciclones tropicais intensos. A tempestade é chamada de furacão no Atlântico Norte e no nordeste do Pacífico e de tufão no noroeste do Pacífico. Em outras regiões, utiliza-se principalmente ciclone tropical.

Ciclone é um termo mais amplo e também inclui sistemas extratropicais e subtropicais. Por isso, todo furacão e todo tufão são ciclones, mas nem todo ciclone é furacão ou tufão.

A melhor forma de avaliar o perigo é consultar o boletim do centro meteorológico responsável e observar vento, chuva, trajetória, tamanho, ondas e risco de inundação, sem depender apenas do nome ou da categoria.

Perguntas frequentes (FAQ) 

  1. Furacão e tufão têm a mesma força?

    Os termos não indicam uma diferença automática de força. Eles identificam o mesmo tipo de fenômeno em bacias diferentes. A intensidade precisa ser verificada nos dados do sistema.

  2. Por que no oceano Índico o nome é ciclone?

    A terminologia foi definida regionalmente. No oceano Índico e em partes do Pacífico Sul, os serviços meteorológicos mantêm as expressões ciclone ou ciclone tropical.

  3. Todo ciclone tropical vira furacão ou tufão?

    Não. Muitos permanecem como depressão ou tempestade tropical e enfraquecem antes de alcançar a intensidade exigida.

  4. Tufão é mais perigoso que furacão?

    Não necessariamente. O perigo depende da intensidade, do tamanho, da trajetória, da chuva, das ondas e da vulnerabilidade das áreas atingidas.

  5. Um furacão muda de nome ao cruzar outra bacia?

    O termo regional e o centro responsável podem mudar, mas o nome próprio normalmente é mantido para preservar a continuidade dos avisos.

  6. Ciclone e tornado são a mesma coisa?

    Não. O ciclone tropical é um sistema de grande escala que pode durar dias. O tornado é uma coluna de ar muito menor ligada a uma tempestade e em contato com a superfície.

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